Alguém já falou que a tecnologia tem o poder de criar necessidades que antes não existiam e que não faziam falta a ninguém.
Bem, nem tanto ao mar, nem tanto a terra.
Acredito que a tecnologia veio prá preencher vácuos necessários, contribuindo para uma melhor qualidade de vida e facilitando o dia-a-dia de muita gente.
Por outro lado, a tecnologia cria uma dependencia que pode atrapalhar a vida de uma pessoa quando falta. Lembro que tive de práticamente reaprender a pensar e escrever de modo analógico (caneta sobre papel) quando fiquei de licença médica e sem acesso ao pc do trabalho (eu não tinha computador em casa).
Mas porque estou falando tantas obviedades?
Depois de duas semanas e meia sem computador em casa e de quatro sem celular, me senti como se tivesse entrado num DeLorean e voltado no tempo, para uma época mais… analógica!
Eu, que até 2004 não tinha celular e que só vim descobrir os blogs em 2007, pensei: “no stress, eu sobrevivo até tudo se normalizar.”
Sobreviver claro que a gente sobrevive, mas não sem seqüelas.
A primeira baixa, claro, foi este blog. As atualizações foram pro espaço – e eu nem quero ver prá onde foi a visitação.
Apesar de ter liberdade de acesso a internet no trabalho, o excesso de tarefas não deixa muito espaço para navegar; quando muito, dou uma espiada rápida no que tá acontecendo prá não ficar desatualizado (já basta o blog).
A falta de celular também tem suas conseqüencias, embora em menor escala, já que não sou muito fã de telefones (fixo incluso), até porque as pessoas tem me encontrado em casa ou no trabalho.
Mas o maior baque foi com o Twitter – quer dizer, com a dificuldade em acompanhar o microblog (o TwitterDeck e o TwitterFox tem me deixado na mão). E esse baque tem um motivo, que vai muito além de me manter atualizado e seguir gente interessante: eu sinto falta das pessoas que conheci através do serviço!
Embora já tivesse conhecido pessoalmente gente fantástica nos esparsos encontros de blogueiros de Recife (fala Belenos, Buchecha, Sampson, Yeltsin, Cirilo e Helio), foi com uma maior participação no microblog que esse círculo foi ampliado.
Conheci gente muito boa no Twitter e logo depois, ao vivo, nos twittencontros – também conhecidos como Nerds on Beer – (fala Eden, Nathy Calina, Tiagão, Claudinha Giane, Bianca Moura…).
Caem por terra todas aquelas teorias de que os relacionamentos virtuais aumentam a solidão e blá blá blá blá.

Mal vejo a hora de ter meu pc de novo e voltar a acompanhar (e interagir com) essa gente boa – além de deixar de me sentir um larápio quando uso, de vez em quando, a instável conexão wi-fi aberta de um motel que fica aqui perto (só assim consegui postar hoje, usando o aplicativo Maemo WordPy do meu Nokia N800). Shame on me!

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Não sou muito fã de F1, mas vez ou outra dou uma espiadela. Hoje, quando liguei a tv, o Rubinho tava em segundo, logo atrás do Hamilton. Tudo normal, certo?

Aí a equipe do inglês fez lambança e RUBINHO GANHOU A CORRIDA! Corri prá janela esperando ver um temporal se formando… e nada de chuva!
Parabéns, Rubinho!
Quem deve ter ficado triste foi o Tabet, que perdeu sua (velha) piada preferida.

Tenham uma boa semana!

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